FUTEBOL NA SERRA


A cruzada de Zezé para reerguer o Internacional de Lages
 Correio Lageano

Aos 69 anos,  o ex-jogador do Internacional de Lages  José Carlos Susin, o Zezé, tem passado os últimos dias em peregrinação pela cidade e exercendo o papel diplomático de conquistar apoio ao clube. Ele assume pela primeira vez o comando colorado, um time com história, mas em crise no presente. A inexperiência como administrador, porém, serve de estímulo para executar os planos que devem garantir a retomada do caminho de glórias do time lageano.
O empolgado Zezé tem ao seu lado pessoas dispostas a enfrentar os obstáculos, que são enormes. Ele deflagrou uma série de ações em busca de custeio. Também está obtendo sinais positivos de empresas que estão dispostas a ajudar como serviços. Uma das ações é o lançamento de 100 camisas coloradas ao valor de R$ 1 mil cada. Zezé assegura ao torcedor uma administração transparente, séria e ética. “Não cabe mais irresponsabilidade no Leão da Serra”, diz. Ao lado dos ex-companheiros de bola, Armindo Araldi um dos fundadores do Inter e Anacleto Oliboni, campeão estadual de 1965. Ele deu esta entrevista ao 

Correio Lageano: Como  a torcida tem reagido à mudança?

José Carlos Susin:  Temos recebido apoio de diferentes  classes sociais de Lages. Saio na rua e todo mundo grita “agora vai”. Em função disso estamos entusiasmados e com a certeza que vai dar certo.

Qual será base da sua administração?
Os exemplos de administrações que deram certo. Trabalhar com uma pessoa como o Armindo Araldi, se espelhar na família Caon, o próprio José Paschoal Baggio que foi um grande presidente do Inter e infinitos grandes dirigentes serão a minha base.

O senhor sempre defendeu um endereço para o Inter. A nova casa do time é uma das suas prioridades?
Infelizmente não temos ainda um local definido. Mas temos um projeto e estamos correndo atrás. No começo do ano vamos fazer uma reunião para terminar de montar a diretoria. A partir deste momento vamos estabelecer prioridades e naturalmente temos que ter um endereço urgentemente.

O senhor tem um nome para assumir o comando do clube?
O Nasareno Silva. Ele foi treinador do Internacional em 1991. Fez um belo trabalho e treinou diversos time do Brasil e recentemente foi gestor do Joinville. O Jec deve muito do crescimento a ele. O Nasareno preenche todos os requisitos  para o início dos nossos trabalhos.

Como será a relação entre direção e comissão técnica?
Primeiro saber reconhecer o meu lugar. Vou trabalhar como administrador. O Nasareno vai ter toda a liberdade de escolher os jogadores e autoridade para montar o time. Vai escolher a sua comissão técnica e determinar o números dos jogadores. Pode que eventualmente eu indique algum atleta. Mas interferir em escalação e contratação não é meu papel, é responsabilidade dele.

Quando o time começa ser montado?
Um dos objetivos desta temporada é ganhá-la. O Nasarenonão quer um time que patine e por isso quer um  grupo experiente. Repassamos o teto que vamos trabalhar e ele acha que tem condições de montar um time campeão. De Lages algum jogador pode ser aproveitado.

Na terceira divisão o Inter obrigatoriamente tem que disputar o estadual juvenil e juniores. Quem vai assumir esse setor?
Os ex-jogadores Bim e Zé Melo vão ficar responsáveis por esse setor dentro do clube e devem usar os jogadores da escolinha deles.
  
O Inter já tem uma grande  parceria consolidada?
Analisamos diversos aspectos e estamos buscando patrocinadores, porém estamos otimistas com  todas as atividades. Parceria concretizada não temos, mas existe conversações bem adiantadas.
  
Pretende contar com a ajuda do poder público?
Temos que mostrar uma estrutura com condição de trabalhar sem a ajuda do poder público. Também acho como cidadão que a cidade  merece que o poder público apoie o time e tem que se sensibilizar.

Está pegando o time em crise. Como driblar estes problemas?
Temos consciência das dificuldades. Pelo que foi prometido acredito fielmente que vamos pôr em prática os nossos projetos. Creio que as ações de arrecadação de verba  terão êxito. Além das 100 camisas personalizadas, a Fraga Estamparia, por exemplo, nos forneceu mil adesivos do Inter de Lages com a frase “Tô Junto” e colocamos no  mercado no valor de R$ 5 cada um.
 O uniforme vai mudar?
A camisa será vermelho forte, calção branco e meias cinzas, cujo fardamento marcou o surgimento do Inter como grande potência no estado. O emblema do Pinheirinho com  a frase Inter de Lages vai ser recuperado. Temos que ter a nossa identidade.

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