Cristal entra pela porta dos fundos na Série B

Cristal entra pela porta dos fundos na Série B
Mesmo derrotado nos pênaltis pela LDU nas quartas de finais, Cristal conquistou o acesso graças à desclassificação do Copacabana que estourou o limite de pontos disciplinares segundo regulamento da competição. Em situação idêntica, Roma joga a decisão contra o Vila Maria arriscando a também ficar de fora da Série B de 2016. 

Em virtude de atos passíveis de punições após o término da partida semifinal da Série C, o Copacabana/Mecânica Meirauto está fora da disputa de terceiro lugar e também da sonhada vaga na Série B da modalidade de futebol dos Jogos Comunitários de Lages em 2016.
A equipe que foi uma das surpresas da temporada foi citada em súmula pelo árbitro Astrogildo Wolff, por supostos atos de agressões contra equipe de arbitragem e com isso ultrapassou o limite de mil (1000) pontos disciplinares que cada equipe recebe durante o congresso técnico.
Problema começou domingo no Municipal ao término do jogo
Quando ingressou na partida que terminou com placar de 01 a 00 para o Vila Maria (gol de pênalti questionável), o clube tinha exatos 645 pontos computados, com as citações pularam para cravados 1.545. Ou seja, para o próximo ano, nem a Série C poderão jogar, segundo as páginas 14 e 15 do Regulamento, artigos 40 e 41. É que enquanto fechávamos essa edição, atletas e dirigentes estavam sendo julgado pela Comissão Disciplinar da competição.  
Dirigente critica
Por telefone, o jovem presidente do Copacabana, Douglas Madruga, lamentou o episódio, reconheceu que um de seus atletas havia realmente agredido o árbitro e disse que esteve na sede da Fundação Municipal de Esportes, mas que não foi recebido pelo coordenador de arbitragem, Lauremir Savedra (Láli). “Até concordo com a punição do Kaká, mas só que acho que generalizaram o fato. Não vi os demais agredirem, até porque houve um pequeno tumulto de reclamações. Sem contar que quem assistiu à partida viu que não foi pênalti, fomos prejudicados”, disse, afirmando que se caso fosse mantida a vaga na Série B, pensaria duas vezes em inscrever a equipe.
“Digo com convicção, venderíamos a vaga. Você gasta com uniforme, gasolina, idas e vindas na FME em julgamentos, luz, internet, remédios com contusão de atletas e vários gastos extras para no fim da temporada acabar prejudicado pela nossa carente arbitragem. Chega ser vergonhoso, eles cobram qualidade de vida no desporto, mas o próprio retorno deles é muito pouco”, argumentou, ressaltando que até ele foi citado na súmula pelo árbitro devido a xingamentos que proferiu.  “Eu já estava cumprindo punição de 240 dias por reclamar com o árbitro no jogo contra o CRC, agora ele cita na súmula que invadi o campo e durante a partida proferi xingamentos a sua pessoa. Eu apenas tirei meus jogadores da confusão e se eu quisesse silêncio ia ao cinema, em estádios a gritaria e palavrões são normais, ainda mais de torcedor” resumiu.
Aviso prévio
Em entrevista , o Diretor de Árbitros da FME, Lauremir Savédra, fez questão de enaltecer que havia alertado os quatro clubes finalistas sobre eventuais punições e possíveis excessos, antes, durante e pós-jogos.“Todos estavam cientes. Enviei uma mensagem de alerta já nos precavendo de eventuais problemas como esses, já que dos quatro clubes finalistas, apenas a LDU não atuava pendurada disciplinarmente”, justificou, mostrando inclusive o “print” da postagem.
Empunhando a pasta com os processos da equipe, o diretor que sempre elogiou a Série C, lembrou que essa é a quarta vez que isso acontece na história da modalidade. A primeira foi com o Ipiranga/ Vila Maria, que chegaram as finais em 2012 não podendo levar cartões em campo, caso contrário retornariam a Série C, já que disputam a Série A. E tudo isso graças a agressões realizadas por atletas e torcedores ao árbitro “Garrão” no campo do Cruzeiro. Outra caso idêntico foi a do Associação São Luis/Pirâmide em 2012, quando a vítima foi Ozamir Coelho, que inclusive prometeu dar a fim a carreira, mas que acabou adiando doravante a falta de árbitros. Em 2013 foi a vez das equipes do Só Nóis e Goiás, que a quem diga aprenderam a lição, voltaram “pianinhos” para o convívio social da competição.    
Finalistas pressionados
A decisão da Série C está marcada para sábado, dia 19, às 15h15min, no Estádio Municipal Vidal Ramos Júnior. Vila Maria e Roma decidem o título e, curiosamente, também pressionados pela tábua disciplinar. Diga-se de passagem, o caso mais complexo é o do Roma, que vem a campo sem poder sofrer cartões vermelhos. A equipe do bairro Santa Clara está com 990 pontos, caso receba dois cartões amarelos acabará perdendo a vaga na Série B nesse caso para o sexto colocado, o Passo Fundo, que perdeu de 01 a 00 o acesso para o Vila Maria.
Equipe do Roma joga decisão no "paredão" podendo permanecer na terceirona
Sendo assim, a decisão de terceiro lugar não acontece, já que o Cristal sobe pelo índice técnico e a LDU seu algoz nas quartas de finais (vitórias nos pênaltis, após empate em 02 a 02) será aclamado terceiro colocado. Até agora, a competição que já dura cerca de seis meses, teve a realização de 230 jogos e a participação de 57 equipes. O polêmico Erlon Joy, atacante da LDU/Mecânica Meirauto pela segunda vez é o artilheiro do torneio, desta vez com 21 gols, já que Ederson Nassif, vice e jogador do Passo Fundo estacionou-se nos 13. Ricardo, atacante do Vila Maria, com 12 gols, é o terceiro da lista, mas dificilmente fará nove em um único jogo, ainda mais de decisão. A melhor defesa e o troféu flair serão contabilizados pelo número de jogos tão logo se encerre a competição. O jornal Arquibancada elegerá juntamente com parte da imprensa que acompanhou os jogos da modalidade a seleção do campeonato.


Um comentário:

  1. Como que a equipe é eliminada sendo prejudicada o jogo inteiro(e também durante todo o campeonato), e já foi eliminada sem julgamento???

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