TACADAS PARA UM FUTURO DE SUCESSO

Estudante do bairro Floresta conhecido no mundo da sinuca como “Gui de Cascavel” vislumbra sobre a supervisão dos pais um promissor futuro nas mesas de campeonatos e torneios disputados País afora

Garoto tem apenas 11 anos
Há exatamente seis anos atrás, o livro que conta a trajetória do desporto cascavelense ganhou uma nova página. Ela foi escrita a duas mãos, com as tintas do talento e, curiosamente, sobre uma mesa de sinuca. Tudo isso, acreditem: pelo jovem estudante de apenas 11 anos, Guilherme Alberton do Nascimento, o popular “Gui de Cascavel”. É assim que ele é conhecido nas redes sociais, principalmente no watts zap e no You Tube, onde constam vídeos seus até com mais de 30 mil visualizações. São apresentações em torneios, campeonatos e ate desafios Brasil a fora. Em uma das gôndolas do estabelecimento comercial da família estão expostas as suas “relíquias”, os troféus que ele ostenta com qualidade, símbolos de seu talento e intimidade com as caçapas da mesa. “Já ganhei cinco torneios, inclusive adulto e com premiações em dinheiro”, revela o garoto, que tem a sua maior influência no pai, um estrategista na modalidade e também organizador de eventos renomados, como o 1° Torneio Brasileiro de Sinuquinha de Cascavel. Competição essa que reuniu em dezembro do ano passado no ginásio Francisco Pian,no bairro São Cristóvão, 121 jogadores de 9 estados. Ambos disputaram uma premiação de R$ 7 mil em três dias de competição. “Esse é um evento que veio para ficar no calendário da cidade, neste ano vamos realizar a segunda edição em local ainda indefinido e o Gui defenderá o titulo conquistado na categoria Mirim”, explica Elizeu Ferreira do Nascimento, também conhecido como “Polaquinho” (apelido de infância) ou simplesmente “Eliseu Fortaleza”, já que é o proprietário do bar Fortaleza (na Avenida Papagaios), leia-se uma das principais casas da modalidade no município.  

Busca pela perfeição 

Morador do bairro Floresta, é nesse movimentado espaço onde o aluno da 6ª série do Colégio Francisco Lima da Silva, observa adversários, treina suas jogadas a portas fechadas e ate promove exibições em torneios, mas tudo sobre a supervisão da família, já que é filho único e o centro das atenções. O pai conta que foi a curiosidade que o levou as mesas e como o talento já corria nas veias, o resultado hoje é a colheita dos frutos. Devido a sua pouca idade, mas com um estilo de jogo que impressiona, o menino é um dos jogadores mais requisitados do estado. “Nós já saímos daqui para acompanhá-lo em São Paulo, berço da modalidade. Lá, além de todas as despesas da família paga, ela foi a atração do evento, distribuindo inclusive autógrafos para alguns expectadores”, lembra aos risos o pai do atleta, que tem na sua esposa Silvana Alberton, a companheira na administração de rotina do garoto. 
Estilo próprio que chama atenção
Ela explica que além dos estudos, ele treina cerca de três horas por dia, pratica futsal, natação e não dispensa um bom jogo de “Totó” (pebolim), sendo que ainda arruma energia para as tradicionais brincadeiras de rua com os amigos, porém sempre com competitividade. “Ele não gosta perder nem par ou impar, pensa num moleque bravo” conta a mãe, lembrado que Guilherme chegou a passar mal quando acumulou a sua primeira derrota em torneio.
Silvana confessa que já se sentiu preocupada com o fato do menino ser um jogador de sinuca, principalmente pela pouca idade. No entanto, diz que de alguns anos para cá se já acostumou, haja vista a evolução dele e, principalmente, pelo fato de ser um esporte que exige total concentração.  
A maior influência de "Gui" é o pai, Eliseu "Fortaleza"
Venceu até o melhor do País
Bola oito, par ou impar, três bolinhas, bola lisa e o tradicional jogo da maior e menor são as especialidades de Guilherme, que na cidade de Limeira, em São Paulo, em certa ocasião não respeitou nem o melhor do Brasil na atualidade, o popular “Baianinho de Mauá”. Foi num jogo de tabuleiro, onde tirou a maior jogada para a surpresa dos atentos telespectadores. Ele não só venceu o melhor, mas como também recebeu de presente a benção e o mantra da sinuca, sendo inclusive apontando para ser em curto espaço de tempo o melhor jogador do País. Enquanto isso não acontece, o pequeno torcedor do Internacional de Porto Alegre segue dividindo a pré-adolescência entre as mesas de sinucas e seu hobbys, sendo que a disputa de torneios entre os adultos é onde ele ponha em prática todo o seu conhecimento, mantendo como espelho jogadores como Jarbas, Lolito, Gordinho do Sul e João Gladiador, considerados os melhores do País.  
 Como todo jogador e entusiasta da modalidade, Guilherme que tem apenas 1,50 de altura e em virtude de pequenas limitações de nascença em seus braços precisou criar um estilo próprio de jogo, para então superar os adversários. Além de matar bem (jogar a bola na caçapa), tem boa colocação de bolão, joga quase comprando a bola seguinte e tem em seu punho direito a sustentação de força do taco sobre a mesa. O frisson pela modalidade é tanto, que o vaidoso jogador tem até uniforme personalizado, sem contar as telas de celular e as pequenas lembranças alusivas ao jogo comprado em suas andanças pelo País.    

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